Defesas e barreiras
São úteis
Em tempos de guerra.
Nossas cicatrizes
Não devem se tornar maiores
Que nosso coração.
De que valem
As muralhas que nos cercam
Das alegrias do mundo?
Seria o medo,
Até em tempos de paz
O melhor conselheiro?
Prefiro a nudez
E carinhos sinceros
Do amor.
A todo o momento pensando em escrever, mas escrevendo mesmo...
16/10/2011
15/10/2011
Na brinca, ou na vera?
Com certeza, cabo de guerra não é minha brincadeira favorita.
Mas quando quiser brincar, lembre-se que não é a força que colocas na corda que me preocupa,
mas a vontade com que pareces querer arrebentá-la.
Mas quando quiser brincar, lembre-se que não é a força que colocas na corda que me preocupa,
mas a vontade com que pareces querer arrebentá-la.
10/10/2011
Meditação
No vazio da mente
O universo se organiza
A energia flue com a respiração
Trazendo a todo cosmos
Harmonia
O universo se organiza
A energia flue com a respiração
Trazendo a todo cosmos
Harmonia
03/10/2011
Nossa dança
Na valsa que inicia
Nossa dança no salão
Debutando nossos passos
Estreitando nossos laços
Cada passo, descoberta
Cada giro uma lição
Como em qualquer dança
A leveza é essencial
Esqueçamos tudo e todos
Só diversão, pra variar
Por um instante, só nós dois
E a vontade de dançar
E caso pise no teu pé
Ou tu percas direção
Uma piscadela de alerta
Um leve aviso na mão
Tudo segue no seu tempo
Tu pernoca, eu pernão
Essa é a graça da dança
Alcançarmos comunhão
Os meus passos com teus passos
Entrelaçando a melodia
Tentando manter o ritmo
Sem muita pressa ou lentidão
Eu te levo e tu me dosa
Nossa dança, nossa canção
22/09/2011
Exaustão
Sei que a guerra está no sangue
Vem dos tempos do cangaço
Sei que o ódio entranha o homem
Cega e puxa pelo braço
E por saber, quero estar fora
Meu prumo certo é um bom papo
Mas vez ou outra, (ou) de hora em hora
Quando me ligo, lá vem sopapo
Nunca pedi vida mansa
Curto bastante uma tempestade
Mas po Deus, tem hora que cansa
Por agora, pela amizade
Pode ser só amor e tranquilidade?
21/09/2011
Segredos em palavras
Pensamentos revelados
Quando belos, são louvados
Acompanham para sempre
Quando tolos, devorados
Desocupam minha mente
17/09/2011
Para viver
Existem dois caminhos para viver,
Confrontar diretamente as velhas convenções de velhos gagás
Ou, de uma forma pacífica, subverter a mente das pessoas em um novo conceito de sociedade.
Qualquer outro caminho, você já está morto, esperando começar a feder.
(ir pra show de punk dá nisso hehehe)
11/09/2011
Velhos Contos do Feirante (Abscoriado pelo Destino) ..
Para mim, a sorte não existe.
O Feirante
Velhos Contos do Feirante (Abscoriado pelo Destino)
Outro dia andava pela calçada e vi do outro lado da rua uma batata grande e gorda, daquelas com trejeitos de condessa. Ela, que caminhava formosa, ao perceber meu olhar mirou um dos seus vários olhos e com outro localizado na altura do joelho piscou. Sem estar esperando tal investida, desconcertei, avermelhei porém mantive a postura diante de tão nobre tubérculo e resolvi me aproximar. Ela pareceu ter a mesma idéia e começou a rolar em minha direção de maneira deveras elegante. Meu coração palpitava de ansiedade em imaginar o fruto de tal aproximação e do belo e saudável futuro que esse encontro poderia acarretar. Mas em meio a travessia, a nobre e robusta batata, que apesar dos olhos encantadores, manchas bem feitas e pêlos sedosos, não era dotada da malícia de um habitante da cidade e em meio ao tráfego caótico, ouço um grito, que ao se esvair, atraindo a atenção de todos que ali estavam presentes, levou também meu belo sonho de futuro com tão fresca amante... um caminhão de tomates desgovernado atropelara e espragatara minha deusa subterrânea dilacerando meu coração. Então parti maldizendo a vida e letargicamente me recuperei de tão intensa e breve paixão eterna.
o Feirante
09/09/2011
Feeble Day, Missed Night
Crossed path
Wicked laugh
Missed plans
Stupid chains
Smiles in vain
Joker's left
Wicked laugh
Missed plans
Stupid chains
Smiles in vain
Joker's left
08/09/2011
Justo Karma
Aqui não há espaço para nostalgia.
Os frutos colhidos agora
vem das sementes que plantamos outrora.
Regados a lágrimas ou não.
Os frutos colhidos agora
vem das sementes que plantamos outrora.
Regados a lágrimas ou não.
03/09/2011
Odisséia da Falta de Luz (ou Clamor dos Pântanos Centrais aos Patronos da Energia)
Escuridão total
Enxerguei o calor
Se espalhar qual serpente
E as antigas porteiras
De seu grande terror
Bloqueadas, exauridas
Em profundo torpor
Vi as feras voadoras
Dissimuladas, soturnas
Sussurrando em meu ouvido
Enquanto sugam meu sangue
"Teus gigantes
Verteram em moinhos?"
Em meio ao inferno noturno
Noutros reinos vizinhos
Retumbavam tambores
Ecoavam sozinhos
Rasgando o silêncio
Qual vulcões furiosos
Em seus ritos pagãos
E em meu reino caído
Clamando por milagre
Ajoelhado perante a cruz
Evocava os deuses
Rezando com fervor
Em meu último suspiro
"Por favor, volte a luz"
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