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08/05/2011

Mãe de Todos

Chora cidade acanhada
Cravada no meio do mundo
Acorda de alma lavada
Desperta do sono profundo

Tu pagas por nossos pecados
Madre bondosa e infeliz
Tão frágil e tão nova, me diz
Que fazem de ti teus rebentos

Exaltam em lindos poemas
Musicam o que há de mais belo
Mas calam em razões obscuras
Saqueiam teu brilho singelo

Tu choras e todos também
Sozinhos no canto do quarto
Estendidos no chão do asfalto
Implorando ajuda de alguém

Mas nisso até Deus se comove
E chora qual pobre mortal
E reza pra nós, tucujus
Cuidarmos do lar maternal

09/10/2009

Viva a orla!!

Desde sempre eu vejo o rio
e sinto o vento que bate
Desde sempre eu sinto frio
nas noites do Araxá

E nesse rio tão infinito
não posso mais nadar
O vento que lufa altivo
às vezes fede pra danar

E eu que sou estrangeiro
nessa terra de caboclo
não entendo como pode
entupirem tanta beleza
com o mais seboso esgoto

12/09/2009

(en)Cerrado

Era uma vez um lugar sem floresta
Era uma vez um lugar sem floresta que pegava fogo
Era uma vez um lugar sem floresta e (quase) plano
Era vez um lugar(quase) plano, sem floresta e um homem
Era uma vez um homem que viu o lugar plano, sem floresta, que pegava fogo
Era uma vez o homem e seus bois
Era uma vez um lugar sem floresta...