24/10/2011

Sopros do além


"- A questão não é ser ou não ser afetado,
Isso não te cabe rapaz.
Mas se ficarás parado ou seguirás em frente,
Já é outra história…
- Vamos lá?"

20/10/2011

Silenciar

Eu tudo queria
Soluções, alegrias
Mas agora, só gostaria
Do que realmente
Vai acontecer
Como isso 
Não me compete escolher
Nada mais
Tenho a dizer

Reencontro


Aos poucos
A mente convence
O coração a pulsar
E ambos concordam
É o fim? É o fim.

- Ilusão só te traz dor.
- Sem emoção, como vais rir?

E nesse reencontro,
Devagar, revivo
Pois só com essa união
Voltarei a sorrir

:)





18/10/2011

Nowadays

Um pedaço de papel
Um clipe entortado
Duas camisetas,
Uma no saco plástico
Outra não
Muitas coisas
Dispersas, desconexas
- E daí?
- Pois é, e daí?

Cansaço

Nesse momento
Descanso
Para mente
Para alma
Para coração

16/10/2011

Nudez

Defesas e barreiras
São úteis
Em tempos de guerra.

Nossas cicatrizes
Não devem se tornar maiores
Que nosso coração.

De que valem
As muralhas que nos cercam
Das alegrias do mundo?

Seria o medo,
Até em tempos de paz
O melhor conselheiro?

Prefiro a nudez
E carinhos sinceros
Do amor.

15/10/2011

Na brinca, ou na vera?

Com certeza, cabo de guerra não é minha brincadeira favorita.



Mas quando quiser brincar, lembre-se que não é a força que colocas na corda que me preocupa,



mas a vontade com que pareces querer arrebentá-la.




03/10/2011

Nossa dança


Na valsa que inicia
Nossa dança no salão
Debutando nossos passos
Estreitando nossos laços
Cada passo, descoberta
Cada giro uma lição

Como em qualquer dança
A leveza é essencial
Esqueçamos tudo e todos
Só diversão, pra variar
Por um instante, só nós dois
E a vontade de dançar

E caso pise no teu pé
Ou tu percas direção
Uma piscadela de alerta
Um leve aviso na mão
Tudo segue no seu tempo
Tu pernoca, eu pernão

Essa é a graça da dança
Alcançarmos comunhão
Os meus passos com teus passos
Entrelaçando a melodia
Tentando manter o ritmo
Sem muita pressa ou lentidão
Eu te levo e tu me dosa
Nossa dança, nossa canção

22/09/2011

Exaustão

Sei que a guerra está no sangue
Vem dos tempos do cangaço
Sei que o ódio entranha o homem
Cega e puxa pelo braço

E por saber, quero estar fora
Meu prumo certo é um bom papo
Mas vez ou outra, (ou) de hora em hora
Quando me ligo, lá vem sopapo

Nunca pedi vida mansa
Curto bastante uma tempestade
Mas po Deus, tem hora que cansa
Por agora, pela amizade
Pode ser só amor e tranquilidade?

21/09/2011

Segredos em palavras


Pensamentos revelados
Quando belos, são louvados
Acompanham para sempre
Quando tolos, devorados
Desocupam minha mente

17/09/2011

Para viver


Existem dois caminhos para viver,

Confrontar diretamente as velhas convenções de velhos gagás

Ou, de uma forma pacífica, subverter a mente das pessoas em um novo conceito de sociedade.

Qualquer outro caminho, você já está morto, esperando começar a feder.



(ir pra show de punk dá nisso hehehe)